
Dedico essa postagem ao meu querido Pe. Atalíbio Schneider, que faleceu no dia de ontem. Se por aqui fica a dor da perda de uma pessoa especial, amiga, querida, simples e cheia de Deus como ele, algo é fato: os céus estão em festa. Obrigada, querido padre e amigo, por cada palavra e olhar, tua humildade, sabedoria e conselhos estarão para sempre guardadas em meu coração. Quem o conheceu sabe que esse mundo aqui perdeu uma pessoa santa. Vai com Deus, querido amigo, descansa em paz. Sim, Deus nos proporcionou um pouco de céu aqui na Terra, agora é hora, Pe. Atalíbio, de voltar para tua verdadeira casa. E não, meu amigo querido, como me disseste há poucos dias, não vou me perder. Amém.
"O que é um santo? Um santo é alguém que conseguiu realizar uma remota possibilidade humana. É impossível dizer qual é essa possibilidade. Eu acho que tem algo a ver com a energia do amor. O contato com essa energia resulta no exercício de um tipo de balanço dentro do caos de nossa existência. Um santo não resolve esse caos; se pudesse o mundo teria mudado há muito tempo. Não acredito que um santo dissolva o caos nem para si mesmo, pois há algo arrogante e tipicamente guerreiro na concepção de um homem colocando ordem no universo. Sua gloria é um tipo de equilíbrio. Ele desliza à deriva como um ski solto. Seu curso é a carícia do morro. Sua marca é o acúmulo de neve naquele momento específico, arranjado pelo vento e a pedra. Algo no seu interior ama o mundo de tal maneira que ele se entrega para as leis da gravidade e o acaso. Longe de voar com os anjos, ele traça com a fidelidade de uma agulha de um sismógrafo, o estado da sólida paisagem. Seu lar é perigoso e finito, mas ele esta à vontade no mundo. Ele consegue amar as formas das coisas humanas, as formas finas e tortas do coração. É bom ter entre nós tais homens, tais monstros equilibradores do amor."
LEONARD COHEN

Interessante definição de santidade, Poly. Que forte isso de tu teres conversado com ele poucos dias antes de sua partida. Fica bem. Um beijo.
ResponderExcluirA vida e as coisas que não entendemos. Obrigada, Fá, pelo carinho de sempre.
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